A percussão brasileira e as diversas formas de explorar os instrumentos percussivos estiveram presentes na programação do
Encontro Percussivo EMESP + UNESP, do dia 30 de agosto. A unidade Luz da EMESP concentrou a maior parte das atividades.
A programação teve início com o workshop do Duo Batucada Moderna, formado por Beto Caldas e Gino Seriacopi, que demonstraram as diversas sonoridades possíveis de se obter com duas baterias eletrônicas. Na sequência, Herivelto Brandino e Charles Augusto realizaram um concerto de música contemporânea, com obras para percussão solo e percussão e tape e participação de Ricardo Bologna e Márcia Fernandes.
Já os músicos Ari Colares, Beto Angerosa, Caíto Marcondes e Sérgio Reze mostraram, por meio de composições próprias, as várias possibilidades de explorar diferentes ritmos e buscar cruzamentos. Caíto Marcondes apresentou o zendrum, um controlador midi usado como um instrumento de percussão. Sergio Reze mostrou a importância de ampliar os limites da bateria por meio da utilização de novos timbres e elementos melódicos. “A bateria pode e deve ser utilizada como um instrumento de percussão. É importante nunca se limitar aos sons propostos pela bateria norte-americana. É fundamental ampliar os horizontes dos instrumentos”, afirmou Reze.
Em seguida, a palestra do baterista Nenê dialogou com a apresentação de Sergio Reze. O músico abordou a adaptação dos ritmos brasileiros para a bateria. Contou também a sua experiência com Hermeto Pascal e ressaltou a importância da formação musical e de se aprender outros instrumentos. “Até hoje eu estudo diariamente para manter a disciplina”, afirmou Nenê.
As alunas da EMESP, Laiane Peixoto, estudante de violão erudito, e Beatriz Caliman, estudante de violino popular, aprovaram a idéia do Encontro Percussivo. “Achei muito legal conhecer outros instrumentos”, contou Beatriz.
A apresentação de Gerardo Salazar, Fernando Rocha e Fabio Oliveira, no Teatro da Unesp, encerrou a programação do dia.